segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A Guardiã da Minha Irmã (Jodi Picoult)

Sinopse:   Concebida por meio de uma fertilização in vitro, Anna foi trazida ao mundo para ser uma combinação genética para a sua irmã mais velha, Kate, que sofre de leucemia promielocítica aguda. Aos 15 anos, Kate passa a sofrer de insuficiência renal. Anna sabe que se doar seu rim, ela terá uma vida limitada. Ciente de que terá de doar um de seus rins para sua irmã, Anna processa os pais para obter emancipação médica e direito sobre seu próprio corpo.

Resenha: Acredito que essa seja uma das resenhas mais difíceis que já tentei fazer e espero no mínimo chegar perto do quão bom é o livro. Kate tem apenas dois anos e é a filha caçula quando é diagnosticada com câncer. No decorrer do tratamento é preciso um doador não para uma doação específica, mas para várias em diversos momentos. Jesse, seu irmão três anos mais velho e o doador mais provável, não é compatível e as chances de um desconhecido ser são mínimas. A proposta do Dr. Harrison Chance é, aparentemente, simples: ter mais um filho 100% compatível com Kate. Então, Anna é criada especialmente com a finalidade de salvar Kate. Durante toda sua vida Anna passa quase tanto tempo no hospital quanto Kate com a diferença de que Anna é perfeitamente saudável.
Aos 15 anos Kate precisa de um rim, o rim de Anna. É quando as coisas começam a mudar de rumo. Anna não quer mais fazer parte disso e então contrata o advogado Campbell Alexander para processar os pais e ganhar emancipação médica, tendo assim o direito de decisão sobre o próprio corpo e decidir ela mesma se quer ou não doar seu rim para a irmã.
À primeira vista pode parecer egoísmo, afinal, apesar de muitas vezes querermos esmurrar nossos irmãos não quer dizer que os deixaríamos morrer. Que tipo de irmã não aceitaria tentar salvar a outra?
Bom, Anna tem seus motivos e acredite, são realmente bons.
"Há coisas demais para explicar - meu sangue indo parar nas veias da minha irmã, as enfermeiras me segurando para retirar glóbulos brancos para dar a Kate, o médico dizendo que precisam de mais. Os hematomas, a dor forte nos ossos depois que doei a medula; as injeções que faziam nascer mais células-tronco em mim, para que o excesso pudesse ser entregue à minha irmã. O fato de eu não estar doente, mas viver como se estivesse. O fato de eu só ter nascido para que Kate pudesse pegar partes de mim. O fato de que, nesse exato momento, uma decisão importante sobre mim está sendo tomada, e ninguém se deu ao trabalho de perguntar a opinião da pessoa que mais merece expressá-la." - Anna
Nesse livro há uma verdadeira pressão psicológica de todos os lados. Claro que ninguém quer ver uma filha morrendo, claro que um pai e uma mãe fariam qualquer coisa para salvar um filho, mas até que ponto isso pode ser ético? Até que ponto estarão sacrificando a vida dos outros filhos em troca de outro?
Anna nasceu em função da vida de Kate e sua vida é a vida de Kate.
Jesse é esquecido simplesmente porque todos estão ocupados demais salvando Kate. Por diversas vezes Sara e Brian falam que desistiram do filho mais velho o que não parece justo considerando que não desistiram de Kate. Antes de saber desse livro já tinha visto o filme baseado nele "Uma Prova de Amor", porém, como todos sabem, há muitas diferenças entre um livro e a adaptação. Aqui as diferenças são enormes. O Jesse do filme, por exemplo, além de ser o filho "invisível" aceita isso tranquilamente, já o do livro (que pra mim foi muito melhor) é totalmente rebelde, bebe, fuma, infringe a lei sempre buscando chamar atenção para sua existência.
"Se eu capotasse o jipe, mil problemas seriam resolvidos. E eu já pensei nisso, sabe. Na minha carteira de motorista, está indicado que sou doador de órgãos, mas a verdade é que eu pensaria na possibilidade de ser um mártir de órgãos. Tenho certeza de que valho muito mais morto do que vivo - a soma das partes dá mais que o todo. Eu me pergunto quem ficaria com meu fígado, meus pulmões, até minhas córneas. E penso no pobre coitado que ia acabar com aquilo que eu tenho no peito, no lugar do coração." - Jesse
Apesar de ser Kate quem está com câncer o leitor acaba se focando mais no sofrimento dos que estão em volta ao contrário do que em muitas histórias que vemos em livros, filmes ou até novelas. Entramos muito mais na cabeça de Anna e Jesse que vivem à sombra da doença de Kate. Na luta de Sara ao tentar salvar sua filha, e as dúvidas de Brian que quer salvar Kate, mas também Anna e ainda manter a família unida.
Outra coisa que ajuda muito a conhecermos melhor cada um é a forma como é narrado. Cada capítulo é num dia da semana e quando muda o ponto de vista a história passa a ser narrada por um personagem diferente. Também é contado de forma alinear. No ponto de vista de Sara há uma "volta no tempo" e acompanhamos o início de tudo, em 1990, quando Kate foi diagnosticada.
Quando terminei de ler esse livro sabia o quanto seria difícil a resenha, é uma história complexa que mexe muito com o leitor, entre o certo e o errado, o justo ou não.
Foi difícil ler o livro no começo por causa de tempo e ficava louca da vida quando tinha que parar pra fazer algo, mas no primeiro fim de semana que consegui virei a madrugada e não parei até chegar ao final. Mais que recomendo esse livro, a menos que você realmente prefira histórias bem leves, do contrário vai amar assim como eu.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Playlist #10: Essa é pra você

Sabe aquela música da Clarice em um dos vídeos do Porta dos Fundos, Essa é pra você? Hoje a playlist tem inspiração nela.
Em uma entrevista no Programa do Jô, a cantora Clarice Falcão explicou que sempre que fazia uma música falando sobre fim de relacionamento e amor o Gregório Divivier (até então seu marido) perguntava se ela estava querendo dizer alguma coisa pra ele, então ela teve a ideia dessa letra "meiga" para zoar um pouco com a mania do Gregório sempre achar que era pra ele.
Eu, inspirada nessa música, trouxe algumas que realmente foram escritas para alguém. Afinal, amores e desamores parecem causar uma tremenda inspiração para os artistas.

1. Justin Timberlake - Cry Me A River
Essa música foi escrita para Britney Spears, sua ex, foi lançada não muito depois do fim do relacionamento por conta de uma traição por parte dela, portanto difícil esconder, sem contar que a atriz do clip lembra muito a Britney.
"Você não precisa dizer o que você fez/Eu já sei, eu descobri através dele/Agora não há mais chances entre você e eu, nunca mais vai haver"


2.Britney Spears - Everytime
E essa foi a resposta como um pedido de desculpas.
"Por favor, me perdoe
Minha fraqueza te fez sofrer
E essa música são as minhas desculpas"


3.Taylor Swift - Back To December
Eu poderia criar uma playlist dessa só com as músicas da Taylor, afinal ela escreveu quase um CD inteiro falando sobre seu relacionamento com Joe Jonas e diversas músicas sobre outros relacionamentos. Mas escolhi apenas uma, Back to December que foi escrita para o ator Taylor Lautner. Ela já comentou em uma entrevista sobre o álbum que essa música foi a primeira na qual pediu desculpas para alguém.


4.Lea Michele - You're Mine
Após a morte do namorado, Cory Monteith, o lançamento do álbum foi adiado de Lea voltou para o estúdio gravar algumas músicas novas que escreveu sobre seu relacionamento com o ator. Minha preferida com certeza é You're Mine e achei bem legal quando assisti uma entrevista em que Lea fala que é também a preferida dela.
"É sobre firmar um compromisso em um relacionamento. E como, no início, estar com medo de dar este pulo, mas uma vez que você dá, comprometendo-se com uma outra pessoa e dizendo 'é isso, pra toda a vida'. E eu sou muito agradecida por poder dizer que experimentei o amor verdadeiro(...) Quando escuto You're Mine me remete ao melhor momento da minha vida."



5.Selena Gomez - The Heart Wants What It Wants
Até onde sei, Selena em nenhum momento confirmou que esta música foi escrita para seu ex, Justin Bieber, mas há rumores que sim já que a letra fala sobre um relacionamento conturbado assim como o deles.
"Quando eu estava no palco e estava pensando em como eu o conheço... Eu conheço o coração dele e sei que não faria isso para me machucar. Mas não tinha percebido que antes eu estava tão confiante, tão bem comigo mesma e de repente estava destruída por uma coisa, uma coisa tão idiota. E depois você faz eu me sentir louca, sentir que a culpa é minha. Eu estava machucada.


6.Justin Bieber - Nothing Like Us
E nesse vai e vem, Justin Bieber também escreveu uma música para Selena que eu achei bem fofinha, aliás, mas parece bem avesso ao que ela escreveu para ele.

7.Clarice Falcão - Monomania
Não tem mais esse casal fofinho, lindo, mas esta sempre será a música que tem mais Gregório que nota dó. Perfeita demais.



8.Adele - Someone Like You
O segundo álbum de Adele, 21, assim como o primeiro foi inspirado no fim de um relacionamento. Pelo que parece se trata de seu namoro com o ator e músico Slinky Sunbeam.


9.Pink - So What
Pink foi a mais divertida nessa "brincadeira" de desabafar sobre o fim de um relacionamento através da música. So What foi escrita após o fim do seu casamento com Carey Hart.


 10.Discurso do Casamento do Tom Fletcher
Aqui, na verdade, é uma espécie de paródia que o cantor Tom Fletcher fez das próprias músicas para o discurso de agradecimento em seu casamento que eu achei divertido e criativo.


11. Clarice Falcão - Essa é pra você
E claro que não posso deixar de fora a música que deu nome a essa playlist. "E se você me perguntar se é pra você, eu vou negar, vou dizer que nada a ver".

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Anna e o beijo francês (Stephanie Perkins)

Sinopse: “Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha.O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a Mona Lisa vive lá junto com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs — ou qualquer nome que eles dão a estes — em cada esquina... Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade Luz! A cidade mais romântica do mundo.”

Resenha:
Sabe aqueles livros bem gostosinhos de ler para descontrair? Anna é um deles.
A história começa quando Anna é mandada pelo pai (que é o Nicholas Sparks, certeza) para fazer o último ano do colégio em uma instituição americana em Paris. Apesar de uma breve crise por se afastar da família e dos antigos amigos, logo Anna conhece Meredith e seu grupo: Rashimi, Josh e, é claro, o francês-britânico-americano Étienne St. Clair, aquele cara por quem todas as garotas são apaixonadas.
Graças aos novos amigos, aos poucos, Anna vai se acostumando à nova vida. Viciada em cinema, sempre que percebe estar entrando em uma enrascada corre para um dos vários cinemas que “descobriu” na cidade luz, na maioria das vezes essas enrascadas tem a ver com St. Clair.
St. Clair tem tudo o que uma garota pode querer, bonito, inteligente, amigo,  engraçado, porém tem uma namorada, o que o torna surpreendentemente mais desejável principalmente para Anna, mas não para por aí, existem mais duas pessoas envolvidas nesse triângulo, ou seria melhor pentágono amoroso?! Anna deixou seu “rolo” com Toph como um assunto inacabado em Atlanta, mas isso ainda não seria tão ruim se Meredith, sua nova amiga, também não fosse apaixonada por St. Clair. Realmente não sei como esse romance poderia complicar mais.
Admito que de primeira não esperava muito, mas me enganei, é o tipo de livro que envolve o leitor, que te faz querer fazer as malas e correr para a França.
Eu particularmente adorei a Rashimi.
Um bom romance adolescente com toques de comédia e uma Anna bêbadamente sedutora.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Playlist #9: Blonde

Como diz o nome, a playlist de hoje traz algumas cantoras loiras que eu gosto de ouvir. A escolha não tem nada demais, simplesmente estava ouvindo algumas músicas e percebi que ouvi em sequência várias cantoras que tinham apenas isso em comum: a cor do cabelo. Sim, coisa sem noção, mas pra quem ainda não percebeu sou dessas bem sem noção e sentido mesmo, não estranhem, pessoas loucas são as mais legais (eu acho).
Vamos ouvir um pouco dessas divas blonde?!

1.Miranda Lambert - Mama's Broken Heart


2.Taylor Swift - Blank Space


4.Meghan Trainor - Lips Are Movin


5.Pixie Lott - Mama Do


6.Bridgit Mendler - Ready or Not


7.Emily Osment - You Are The Only One


8.Britney Spears - I Wanna Go


9.Shakira - Addicted to You


10.Kelly Clarkson - My Life Would Suck Without You

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Não possuímos as pessoas


Criamos o costume de acreditar que possuímos as pessoas, que estas não são passageiras e têm a obrigação de permanecerem em nossas vidas independente de nossos erros e demoramos para perceber como estamos enganados.
Relações são escolhas, não contratos e para conquistarmos o querer do outro é preciso se dedicar dia a dia, seja com o(a) namorado(a), o(a) amigo(a) e até mesmo familiares. Sim, mesmo os familiares estão ali por querer, por amar, não por obrigação, e quando o é já não é uma relação, aí sim se torna um contrato entre parentes. É como um pai distante que só aparece para fazer seu papel diante da sociedade, mas quando se vai a suposta relação "pai-filho" deixa de existir. Não é amor, é obrigação perante a sociedade. Amor mesmo é aquele em que se está perto por querer de verdade, por aceitar os defeitos, mas não concordas com os erros. Amor se conquista todos os dias, no pedido de desculpas, no arrependimento, no agrado sem motivo, no abraço aleatório, só por vontade.
Relações são atos de carinho, não poder. Não nos possuímos e não somos insubstituíveis, portanto não pense que pode tratar as pessoas a sua volta como queira porque nunca irão embora, eles irão sim, seja física ou sentimentalmente. As pessoas se vão quando não são amadas. Pai, mãe, marido, esposa, são apenas palavras até que se dê um significado único na vida de cada um. Não é o contrato de sangue ou perante a lei que prenderá o outro a você, mas sim suas ações diárias, seu modo de demonstrar que ama e se preocupa, para o outro querer estar perto é preciso também o seu querer, pois ninguém quer estar em um lugar (neste caso a relação) em que também não é desejado.
Quando nos interessamos por alguém fazemos de tudo para conquistá-lo, quando conseguimos esquecemos que a relação é uma eterna conquista.
Precisamos urgentemente nos desfazer dessa tola ilusão de que pertencemos o outro e passar a valorizar sua presença a cada dia.
Objetos pertencem, pessoas precisam ser amadas para escolher ficar.

Jéssica de Paula

"Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja." - Paulo Roberto Gaefke