domingo, 31 de agosto de 2014

Frases: Quem é você, Alasca?


"Hoje, acredito que somos mais do que a soma das nossas partes"
 "Aparentemente o mundo não é uma máquina de realização de desejos"
"Se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela um furacão" 
 "Nunca fora religioso, mas ele nos disse que a religião era importante quer acreditássemos nela, quer não, da mesma maneira como os acontecimentos históricos são importantes quer tenhamos participado deles, quer não."

Sobre o labirinto:
"Como saímos deste labirinto de sofrimento?"

"Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."

"Às vezes, ainda acho que a 'outra vida' é algo que inventamos para apaziguar a dor da perda, para tornar nosso tempo no labirinto suportável."

"Tínhamos de perdoar para sobreviver no labirinto." 


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Ser...

Porque sou
Ainda
E quero
Ser tão somente
Essa
Que desconheço

Jéssica de Paula

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Parabéns, Mãe.


Hoje é aniversário de uma das pessoas mais especiais da minha vida, minha rainha, minha mãe, meu exemplo e suporte. Mãe hoje quero te parabenizar e agradecer por tudo que fez e ainda tem feito por mim em todos esses anos, pois sei que as coisas não foram fáceis, mas ainda assim você sempre foi uma mulher forte e, apesar de estressada como só você é, ainda é uma mulher que tem compaixão pelas pessoas e sempre faz o que pode (e às vezes o que não pode) para ajudar os outros sem pedir nada em troca, mesmo em muitas vezes não sendo reconhecida e não recebendo o devido agradecimento que eu acredito que você merece, mas saiba que, apesar de eu não falar e apesar de nossas birras uma com a outra, sou muito grata pelos seus esforços por mim, por todas as vezes que me defendeu desde criança mesmo ouvindo criticas de outras pessoas, por ter me aceitado e me amado mesmo sem esperar minha chegada na sua vida. Mesmo sem falar sei que o caminho que você e meu pai trilharam não foi um caminho simples ou fácil, mas graças a tudo que passaram sou a pessoa que sou hoje e é à vocês que devo isso. Nos meus trancos e barrancos conquistei alguns dos meus objetivos e tenho muitos outros pela frente e quem me incentivou sempre foi você, quem acreditou em mim tantas vezes foi você e hoje, mãe, eu torço por você também, para que realize seus objetivos que talvez não tenha tido oportunidade (nem cabeça haha) para conseguir, mas você ainda tem muito pela frente e muita capacidade para concretizar suas vontades.
Você é uma mulher incrível, uma mãe maravilhosa e um grande ser humano.
Obrigada por tudo mãe, especialmente por ser minha mãe.
Eu te amo.





quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Você me decepciona, menina!


Li seu diário, assim, sem querer. Vi aquele caderno a esmo no seu quarto, em meio às suas coisas e li só por curiosidade e depois de começar foi difícil parar. Novamente me desculpe, mas, se quer saber, estou decepcionada contigo, garota. Estou decepcionada com suas ilusões insistentemente criadas por você mesma, decepcionada com essa sua mania de criar expectativas irracionais e por ainda culpar os outros por seus fracassos e suas tristezas. Estou decepcionada por sua auto-entrega fácil e cansaço deprimentes. E, meu Deus, que decepção perceber que sua imagem de "pouco me importa" é tão somente uma imagem para esconder o quão se importa com tudo, com todas essas tolices e também com os tolos,  mas principalmente com sua lúgubre solidão. Não esperava isso justo de você.
Sabe o que me parece? Que tem a felicidade como objetivo mesmo depois de termos discutido tantas vezes que felicidade é nada mais que um estado de espírito, não um destino. A felicidade nem mesmo é eterna. Qual sua dificuldade em entender algo tão simples, menina tola? Tem me decepcionado tanto, garotinha.
Sua melancolia me afeta e não há quem possa salvá-la, sei bem.
Mais decepcionante é esconder-se, não ser capaz de gritar nem mesmo à um mero diário, simples papel, quem você é. Páginas e páginas vazias e, ainda assim, repletas de palavras silenciosas. Tanto escreve nos cadernos didáticos e tanto esconde além. Seu diário inexistente está repleto de sentidos, cheio de você, solitário de rabiscos como seus dias tão ordenadamente programados.
Às vezes me pergunto onde se perdeu, mas não é a pergunta certa. Está perdida desde o dia em que deu-se conta de sua existência neste mundo. Não sabe de si. Não compreende-se. Não sei, não compreendo.
Você me decepciona, menina!

Jéssica de Paula