domingo, 22 de junho de 2014

Palavras

Palavras
Sem mais
Se acabaram
Num fim
De suicídio coletivo
Jogadas de um penhasco
Desaparecidas
Procuram-se
Palavras

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Mas eu acredito em amor verdadeiro, sabe?


“Mas eu acredito em amor verdadeiro, sabe? Não acho que todo mundo possa continuar tendo dois olhos nem que possa evitar ficar doente, e tal, mas todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida da pessoa.” (A Culpa é das Estrelas - Pág. 74)

Não posso acreditar que alguém passe por essa vida sem um amor que vai durar até o fim dos dias apesar dos pesares. Concordo em número e grau com Hazel, ela sabe o que fala. Isso porque só quem vive um grande amor sabe disso e quem está pronto para vivê-lo deve saber também.
Me parece monótono demais passar por essa vida tão cheia de responsabilidades que devem ser cumpridas em tempos contados num relógio barato. Todo mundo deve saber a sensação de um coração acelerado ao reencontrar a pessoa amada depois de dias de espera, saber como é uma tarde cheia de sonhos e preenchida com planos de viagens e um futuro próximo. Todas as pessoas merecem ouvir um "Eu te amo" sincero, mas aquele falado com cada parte do ser amado de forma que as faça sentir que não existem palavras mais lindas no mundo todo.
Acredito que ninguém deve passar por um mundo tão cruel sem um coração para transbordar o seu.
Acredito que o amor merece ser vivido e todos nós merecemos vivê-lo.
Não sei se todos os amores duram até o fim da vida, mas acredito que muitos deveriam.

Jéssica de Paula

domingo, 8 de junho de 2014

Hoje estou feliz por nós.

Tenho visto todas essas pessoas reclamando da falta de um amor para ser vivido numa praça num final de semana ensolarado ou embaixo das cobertas fingindo assistir a um filme qualquer. Tenho visto pessoas chorando amores platônicos passados, lamentando por não terem sido a pessoa certa. Tenho visto arrependimentos por deixar aquela chance passar. Vejo questionamentos no tradicional "e se...?" e me sinto feliz, digo, feliz por nós, não por esses pobres corações solitários deixados no passado e que não conseguem vir para o nosso presente. Tenho pena desses pobres corações desencorajados que deixaram talvez um grande amor passar por puro medo, mas fico feliz por mim. Feliz por ter ouvido minha mente, pois confesso que meu coração acordou só depois, bem depois de te ver pela primeira vez. Confesso que não era amor, não era sequer paixão, era mais curiosidade e um afeto muito grande pelo cara tão gentil, inteligente e um tanto tímido. Mas tudo bem, não ache que esse último foi um problema, sou medrosa e teria corrido se não fosse seu jeito tão calmo e aparentemente sem interesses. Só aparência, não é?
Fico feliz por nós. Por mim, por ter arriscado. Por você, por ter me dado a chance de te amar. Fico feliz por ter me apaixonado sem querer e fico feliz por ter me impedido a tempo de desistir de você. Fico feliz cada vez que lembro de ouvir aquelas três palavras da sua boca pela primeira vez e por quem se tornou para mim depois daquele dia e mais ainda por quem eu me tornei na sua vida.
É tão bom saber que não preciso escrever nenhuma palavra triste inspirada em nós. A coletânea de desamores que escrevo prefiro tirar das músicas, filmes ou meus momentos de tpm. É maravilhoso brigar não com a sensação de término, mas sim de construção de um futuro sólido e mais feliz.
Não quero escrever sobre despedidas quando se trata de você, não quero escrever sobre um fim iminente.
Quando se trata de você não quero escrever nem mesmo sobre o futuro porque isso nunca funciona, não mandamos nos nossos destinos, mas escolhemos os melhores caminhos e se meu caminho for ao seu lado então tudo bem, isso me basta.
O que realmente importa é quem somos agora e nesse momento somos um casal como qualquer outro que se ama e isso me basta, não quero nada além, não quero ser nenhum clichê de filme. Só quero ser a pessoa que você ama e escolhe estar num sábado à noite e no domingo à tarde. Hoje estou feliz por nós, feliz simplesmente por ter o seu amor.




Jéssica de Paula

terça-feira, 3 de junho de 2014

Que vejo?

Vislumbro
O nada
Através desse
Medo?
Que vejo?
Além de fantasmas
Solidão
Lágrimas
Que vejo?
Nada
Além
Nada vejo

Medo

Jéssica de Paula

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Mais um dia sem você.


Amanhã estarei de mudança. Pela primeira vez sem você.
É estranho não te ter mais aqui todos os dias e ainda lembrar de cada detalhe da sua feição. É estanho olhar para a porta esperando te ver entrar, mas você nunca chega. É estranho te esperar mesmo sabendo que não estará aqui pela manhã. É estranho não te ter, não saber como está. Não há ninguém por perto que me entenda. Não há seu sorriso. Seus olhos. Não há você.

Jéssica de Paula