quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Os delírios de consumo de Becky Bloom (Sophie Kinsella)


Sinopse: Rebecca Bloom é uma jovem londrina com o péssimo hábito do consumismo compulsivo. Apesar de ser uma jornalista especializada em mercado financeiro, não consegue controlar as finanças pessoais. Endividada até a alma, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes para pagar a fatura do cartão de crédito. E ainda encontra tempo para se apaixonar. Um romance muito divertido que faz um retrato de muitas mulheres das grandes cidades.

Resenha: Rebecca Bloom é uma jornalista especializada em finanças, quer dizer, é uma jornalista perdida em uma revista de finanças, porque quando se trata de economizar e fazer o melhor negocia Becky entende é nada do assunto. Apesar disso finge bem usando o releases para as matérias pelas quais fica responsável.
Becky tem 25 anos e uma cabeça de uma adolescente de 15 com um cartão de crédito na mão. Sabe quando estamos nessa idade e sonhamos ter nosso cartão cada vez que entramos em uma loja de roupas, bolsas, calçados e tantas outras consideradas o paraíso das mulheres? Pois é. A diferença é que Becky não percebeu que não basta ter um cartão VISA, ela precisa de dinheiro para pagar todos esses gastos mais tarde.
O livro já começa com cartas do banco atrás do pagamento das dívidas e no decorrer várias outras chegam pedindo para que ela retorne com uma resposta para negociações, no entando tudo o que Becky faz é “matar” o cachorro, “adoecer” uma tia, “quebrar” a própria perna e pegar doenças muito sérias para evitar o banco. Ela é muito mais imatura do que caloteira. Não é que não queira pagar, na verdade ela até tenta pensar em uma solução para conseguir dinheiro, mas cada vez que surge a simples possibilidade de conseguir algum as contas “desaparecem” da sua cabeça e ela já começa a pensar no que poderá gastar esse dinheiro das economias ainda nem feitas.
Ela tem sério problemas quando o assunto é compras, mas nem de longe o livro é alguma lição de moral ou algo para conscientizar o leitor a comprar menos, de jeito nenhum. Os Delírios de Consumo de Becky Bloom é um livro divertidíssimo, e as saias justas dela com Luke Brandon não ficam pra trás.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Porque sim!


É Natal e isso não é bom.
No Natal é sempre a mesma coisa, mamãe corre de uma lado para o outro enquanto papai fala por horas que ela é desesperada e por ele ficaríamos em casa e não iríamos na casa da vovó porque ela é uma velha resmungona. Papai também não gosta da tia Verônica porque ela sempre passa a noite de Natal chorando por causa de algum namorado. Mas mamãe não liga para isso porque é Natal e Natal é dia de ficar com a família. "Nós somos sua família." grita papai, mas mamãe não liga.
Como em todas as festas de família, sou obrigada a colocar um vestido todo apertado e nada confortável. Depois, quando quero brincar, todos ficam berrando "Se comporte como uma mocinha, menina", "Olha os modos", "Não seja um moleque". Eu bem queria uma calça, mas calça de moletom, esses jeans não me deixam brincar direito.
Enquanto papai sai batendo a porta minha irmã grita no corredor "Mãe, eu não tenho nada pra vestir, não vou mais". Mamãe grita dizendo que vai mesmo deixá-la se não ficar pronta para a ceia. "Mamãe, por que no Natal falamos ceia e não jantar?" pergunto muito curiosa ao que ela apenas responde "Porque sim, meu amor". Porque sim.
Estou procurando uma tesoura no quarto dos meus pais quando papai entra e pergunta o que estou fazendo lá e por que não estou me arrumando "Já to pronta. Papai, por que no Natal falamos ceia e não jantar?" pergunto para não contar o que estou fazendo. "É tudo a mesma coisa, querida." ele responde procurando uma roupa. "Então porque falamos ceia só no Natal?" insisto, "Porque sim, querida." Porque sim.
É Natal e o laço do vestido me aperta, não consigo encontrar a tesoura para cortar isso aqui.
"Sai da frente, pirralha." minha irmã me empurra para fora do seu quarto e bate a porta.
"Não fale assim com sua irmã, mocinha." grita mamãe de algum lugar da casa. "Ahhh" grita minha irmã do quarto.
O telefone toca e eu atendo. É vovó perguntando a que hora vamos chegar porque ela está com muita fome e não é obrigada a esperar a vontade dos meus pais. Ela nem espera um adulto atender, apenas fala tudo isso, diz que me ama e que papai noel levou um lindo presente para mim em sua casa, depois desliga. Eu sei que papai noel não existe, estou surpresa por vovó ainda acreditar nele.
Quando finalmente chegamos à casa de vovó é aquela bagunça de sempre, pessoas apertam minhas bochechas como se eu fosse um bicho de pelúcia, minhas tias me dão beijos babados na bochecha enquanto falam "Nossa, como você cresceu, Alice. Está uma moça." e perguntam para minha irmã sobre os namoradinhos.
É Natal e esse vestido vermelho não me deixa respirar, mamãe disse que é só manha, mas não é. Ela diz isso porque não está dentro dessa coisa apertada.
"Vovó, por que a cor do Natal é o vermelho?"
"Por causa do Papai Noel, minha flor!"
"E por que o Papai Noel usa vermelho?" não quero desacreditar a vovó, foi muito triste quando eu descobri que o Papai Noel era, na verdade, meu papai.
"Porque sim, minha flor!". Porque sim.
Mamãe avisa que irá servir a ceia, mas não sei como posso comer com esse vestido. Vou até o quarto da vovó e procuro sua caixa de costura. Finalmente encontro uma tesoura e posso cortar esse laço apertado.
É Natal então, quando volto para a sala, sei que é normal ouvir o grito de mamãe e o riso de papai. "Alice, o que fez com seu vestido?"
"Cortei, mamãe."
"Por que, Alice?"
"Porque sim, mamãe, porque sim!"

Jéssica de Paula

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Desaparecidos - Quando Cai o Raio - Meg Cabot

Sinopse: Quando cai o raio isso só pode signficar problemas - como Jessica Mastriani descobre ao ser pega de surpresa com sua melhor amiga Ruth em uma tempestade. Não que Jess tentasse evitar confusões, pelo contrário. Afinal, ela sempre acaba envolvida com o time de futebol e presa na detenção por meses sem fim... Pelo menos isso tinha seus pontos positivos, como se sentar perto de Rob, o motoqueiro mais gato da escola!
Mas dessa vez o problema é sério... Porque, de alguma maneira, ao voltar para casa sob aquela tempestade, Jessica se vê com um talento inédito. Um incrível poder que pode ser usado para o bem... ou para o mal.


Resenha: Tudo começa quando Jessica vai parar na detenção, mais uma vez, após agredir um dos jogadores do time de futebol para defender a amiga Ruth. Nada fora do normal para Jess que simplesmente não consegue ficar longe de uma briga e, consequentemente, da detenção na qual comparece todos os dias. Até que sua amiga Ruth decide que é melhor irem para casa a pé para perder uns quilinhos, nada de mal nisso se, justo naquele dia, não caísse uma tempestade e estaria ainda tudo ok se Jess não fosse atingida por um raio. Apesar desse "pequeno" susto a garota se sente normal e não vê porquê de ir ao hospital (Pra que né? Foi só um raiozinho de nada.). As coisas passam a ficar estranhas quando ela acorda e, do nada, sabe exatamente onde estão as crianças desaparecidas que vira na caixa de leite no dia anterior. Jess fez o que provavelmente qualquer pessoa faria, ligou para o número na caixa de leite e informou a polícia, é a coisa certa a se fazer, não é? Talvez. O problema é que Jess não esperava que dois agentes federais aparecessem no colégio atrás dela.
Ok, vamos ser sinceros, sou bem suspeita ao falar dos livros da Meg já que ela é minha diva do YA. Quando Cai o Raio tem a narrativa na mesma linha d'O Diário da Princesa, é engraçado, leve e flui bem naturalmente.
Dá licença? A protagonista se chama Jessica, ponto para ele.
A trama é ótima e bem bolada, mas o que mais me encantou foram os personagens. A Jess é toda protetora com as pessoas que ama, apesar de jurar de pés juntos que a culpa de toda essa confusão é da melhor amiga Ruth a defende de qualquer maneira, só que recorre a um método um tanto quanto violente, tipo esmurrando quem provoca seus irmãos ou sua amiga. Ruth também é bem legal, é como aquela amiga complexada do colégio. . Não dá pra falar de um por um, mas adorei demais eles.
Desaparecidos é uma série com cinco livros "Quando cai o raio" "Codinome Cassandra" "Safe House" "Sanctuary" "Missing You".
"Mandaram que eu escrevesse um relato, em primeira pessoa, sobre o que aconteceu comigo, falando toda a verdade e nada mais do que a verdade. Então tá. O que aconteceu comigo: fui atingida por um raio. Tudo culpa da Ruth, que resolveu que queria voltar da escola andando, para queimar uns quilinhos… Acabou que eu é quem fui queimada."

domingo, 7 de dezembro de 2014

Resenha: O céu está em todo lugar (Jandy Nelson)



Sinopse:  Este é um livro de estreia vibrante, profundamente romântico e imperdível. Lennie Walker, de dezessete anos de idade, gasta seu tempo de forma segura e feliz às sombras de sua irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre abruptamente, Lennie é catapultada para o centro do palco de sua própria vida - e, apesar de sua inexistente história com os meninos, inesperadamente se encontra lutando para equilibrar dois. Toby era o namorado de Bailey, cujos sentimentos de tristeza Lennie também sente. Joe é o garoto novo da cidade, com um sorriso quase mágico. Um garoto a tira da tristeza, o outro se consola com ela. Mas os dois não podem colidir sem que o mundo de Lennie exploda...

Resenha: O livro é contado em primeira pessoa através de Lennie, uma personagem simples e ao mesmo tempo complicada. Ela sempre fora acostumada a ser a irmã tímida, contida, sempre à sombra da talentosa Bailey, uma garota de dezenove anos, cheia de vida, planos e sonhos. O mundo de Lennie vira de cabeça para baixo quando sua irmã morre. Agora junto da avó e tio Big ela tenta superar a ausência da irmã, mas sua repentina atração sexual por Toby, namorado de Bailey, não ajuda e as coisas só ficam piores quando conhece Joe Fontaine por quem se apaixona perdidamente, porém esse amor não a mantém longe de Toby.

“Apesar da tristeza, meus olhos deslizam das botas pretas para as pernas cobertas pela calça jeans, o interminável torso e, finalmente, param em um rosto tão animado que sinto ter interrompido uma conversa entre ele e a partitura”

Confesso que de início estranhei um pouco a escrita, mas logo meus olhos passaram a deslizar tranquilamente nas palavras. Me senti dentro da mente confusa de Lennie mesmo que muitas vezes não entendesse suas atitudes e pensamentos. A verdade é que se esses pensamentos fossem simples e compreensíveis não seria real o bastante, afinal ela é uma adolescente de dezessete anos que acaba de perder a irmã apenas dois anos mais velha.
Após a morte de Bailey, Lennie também passa a questionar muito sobre a mãe que as deixou há dezesseis anos com a avó e nunca voltou ou deu um telefonema para saber das filhas. Até aquele momento se contentara com a história de que as mulheres da família eram aventureiras que não conseguiam se manter um lugar só, mas isso passa a não bastar para explicar o sumiço.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Porque você é longe do comum.


Gostaria que soubesse que lembro da primeira vez que te vi entrar naquela sala no primeiro dia de aula. Em uma cidade pequena, dessas que todo mundo se conhece, estranhei nunca ter visto aquela garota aparentemente tão tímida, sempre andando com o olhar baixo, sem coragem de olhar nos olhos de alguém, talvez por isso ninguém mais tenha te notado ou se importado com sua presença tão discreta, mas eu notei.
Em um final de tarde te vi na praça perto de casa e passei a arrumar desculpas pra passar por ali todo dia naquele horário. Estava sempre com fones nos ouvidos e um livro na mão, entendi como um recado para me manter longe, você não estava ali procurando conversa, muito menos estava interessada em flertes inconvenientes com um babaca do colégio e eu sabia que, aos seus olhos, eu era esse babaca. Então apenas te observei de longe.
Disseram que tinha se mudado com seus pais, mas nada além disso. Você era um mistério pra mim e talvez esse foi o motivo de ter te colocado na cabeça e não conseguir mais tirar. Eu queria te descobrir, saber mais sobre você, mas não tinha coragem de me aproximar, nunca fui bom em falar com garotas e me sentia pior ainda porque você é longe do comum.
Um dia passou ao meu lado no corredor e te chamei, não foi impressão sua, mas quando se virou e me olhou perdi a coragem e nem ao menos tinha pensado no que falar, foi puro impulso chamar seu nome, mas foi a primeira vez que me direcionei a você por mais estúpido que tenha parecido naquele momento.
Naquela festa foi uma surpresa te encontrar. Não sabia que conhecia a aniversariante que, por acaso, é afilhada dos meus pais. Você ficava mais afastada, geralmente eram as meninas da nossa turma que tentavam te fazer se sentir a vontade e eu só olhava de longe tentando tomar coragem pra puxar conversa, mas quando finalmente voltei a te encontrar tinha aquele cara, ele é mais velho, deve entender melhor de garotas que eu, com certeza.
Não tenho mais te visto na praça todas as tardes, chego no horário de sempre e te espero perto do banco que costumava sentar, mas você nunca chega. Agora tem essa garota com quem estudei desde o jardim de infância que sempre senta ao meu lado e conversa sobre coisas aleatórias. Ela é legal, mas estou sempre te esperando chegar e sentar naquele banco.
Hoje, mais uma vez, você não apareceu. Levo minha companheira de espera até em casa e vou embora, amanhã talvez te encontre.


Jéssica de Paula

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Playlist #5: Sexta-feria

E a sexta-feira chegou, junto com ela a expectativa das férias que estão aí pertinho (só mais uma semana). Final de semestre aquela bagunça por isso a falta de atualização aqui no blog, sem contar o cansaço mental de tanto estresse dos trabalhos da faculdade, mas aqui está mais um post com uma nova playlist simplesmente com as músicas que estou ouvindo hoje, porque a criatividade mandou lembranças.

Meghan Trainor - All About That Bass

 

Taylor Swift - Shake It Off

 

Jessie J, Ariana Grande, Nicki Minaj - Bang Bang

 

Demi Lovato ft. Cher Lloyd - Really Don't Care 

 

Avicii - Lay Me Down 

 

David Guetta - Play Hard ft. Ne-Yo, Akon

 

Calvin Harris - I Need Your Love ft. Ellie Goulding

 

Ariana Grande - Break Free ft. Zedd

 

Anitta - Na Batida 

(obs: vai ter Anitta, sim, e se reclamar tem Valesca kkkk)

 

Anitta - Não Para

 

Bom final de semana. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Um pouco sobre a solidão


Ela tem fugido e ignorado. A realidade é colocada embaixo do seu belo tapete naquela linda sala de estar na qual nunca recebe ninguém porque está sempre ocupada demais para reparar em todas estas pessoas que, para ela, não passam de sombras. Não percebe que a sombra é ela. Ninguém a percebe, sua falta não é sentida, sua presença é indiferente porque o mundo apenas devolve toda essa indiferença. Como se o passado fosse mudar, ela fecha os olhos na esperança de voltar para uma realidade em que tudo não passara de um pesadelo. Mas eles se foram, ele se foi e não é capaz de mudar os fatos.
Tivera tanto medo da solidão que agora se isola porque esta é sua única proteção, antes isso que passar por todo aquele sofrimento novamente, não é mesmo?
Então ela acorda sozinha, toma seu café e, ao sair de casa, observa o nada na parede que costumava ter tantas fotos em porta retratos exagerados e coloridos. Vai para o trabalho e faz suas obrigações visando um lugar melhor onde não tem real significado para qualquer uma das pessoas a volta. No almoço, sozinha. À noite pede uma pizza e vê aquele programa chato que seus antigos amigos a obrigavam a ver, pois era a única em desacordo. Agora o cachorro não fica atrapalhando, querendo pular no sofá e roubar a comida, talvez seja vantagem não tê-lo mais.
Antes de dormir se pergunta onde estarão, será que se lembram de tudo aquilo? Daquela antiga vidinha em que nada podia incomodá-los? Será que ele ainda se lembra? Será que ainda sente aquele mesmo amor ou simplesmente esqueceu? Não importa.
A vida muda, as pessoas mudam e se vão. Todos estão sempre indo.
A partida é inevitável.
Ela escolheu evitar a chegada.
Escolheu a solidão.
Escolheu ser apenas um fantasma.
Ela é apenas uma sombra do que já foi um dia.

Jéssica de Paula

terça-feira, 4 de novembro de 2014

The Pierces


Quem assiste ou apenas por um acaso já viu a abertura de Pretty Little Liars deve ter ouvido The Pierces, uma dupla formada pelas irmãs Allison e Catherine Pierce. A música de abertura da série tem um quê de mistério pra combinar com a estória baseada no livro de mesmo nome escrito por Sara Shepard. Bom, faz um tempo que já nem assisto a série, mas desde que ouvi a música Secret, das irmãs Pierce, fui buscar um pouco mais sobre elas e gostei de muitas outras. Suas músicas são uma mistura de folk, pop e rock psicodélico e o primeiro álbum foi lançado em 2000, mas na época não fez muito sucesso e o mesmo aconteceu com o álbum lançado em 2005. Foi só em 2007, com o álbum Thirteen Tales of Love and Revenge (Treze contos de amor e vingança), que elas começaram a aparecer, principalmente com a música Secret que apareceu até mesmo em um pequeno comercial de Dexter (e reparem como a letra combina) e na série Gossip Girl.
Para quem já ouviu, gostou e quer conhecer um pouco mais das irmãs pode acessar o site delas aqui. E pra quem ainda não ouviu separei algumas músicas para o post.

















terça-feira, 28 de outubro de 2014

Domingo

                    Amanheço

                 Percebo

                      Te tenho

                             Feliz

                       Amanhecer

                 Doce Beijo

                        Bom começo.

                    Jéssica de Paula

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

eu te amo, mas tudo bem, porque nunca te vi tão feliz.


Ele sorri, conta as novidades da noite passada achando graça exagerada em tudo. Eu balanço a cabeça, acho graça na sua irritante mania de bater os dedos constantemente na mesa causando aquele barulho chato, sorrio quando conta dela e apenas guardo tudo aqui. Porque ele não se importa e eu finjo muito bem não me importar, e seus romances são tudo bem pra mim.

Então ela passa e há uma troca de olhares e aqueles sorrisinhos idiotas iguais aos meus ao vê-lo, a diferença é que o meu não é percebido, muito menos retribuído como é com ela.
Tudo bem, realmente tudo bem.
Ela é a garota dos sonhos de qualquer cara, tem um rosto angelical e uma voz meiga de acordo com ele. Não sei ao certo, nunca cheguei muito perto e não acho que queira.
Ele se despede com um beijo em minha bochecha e caminha em direção a ela enquanto mais uma vez só observo como mera plateia, mas tudo bem. É assim que tem sido desde sempre, mesmo antes dela, e antes da anterior e provavelmente continuará sendo após esta. É uma rotina já.
Eu vejo outras tendo sua atenção enquanto apenas assisto sem nunca falar nada além "é isso aí, meu amigo, vá em frente". É isso aí, meu caro amigo. Eu estive aqui por tanto tempo e nunca notou, então deito na cama pensando em tudo que poderíamos ser e não somos por eu ser covarde demais ou simplesmente por saber que você é instável demais e que, depois de mim, viriam outras porque nada na sua vida dura muito tempo, nem sequer seus amores "eternos".
Tem aquele garoto que parece se interessar por mim, de acordo com você. Aos sábados ele passa no portão da minha casa, me chama para um passeio naquele parque que íamos quando crianças e quando estou lá lembro da nossa infância. Vizinhos desde sempre, não lembro um momento em que não estava lá, mas agora costuma estar tão distante quando mais te quero por perto,
Te vi passeando com ela naquele mesmo parque e pareciam felizes. Você nunca ri assim quando está comigo. Me pergunto se dessa vez é pra valer, se dessa vez é diferente, talvez ela tenha vindo pra ficar e as coisas mudem.
Não lembro de algum dia ter te visto tão feliz.
Talvez seja ela, dessa vez pode ser de verdade.
E eu te amo, mas tudo bem, porque nunca te vi tão feliz.
E se for ela, tudo bem.
Realmente está tudo bem.


Jessica de Paula

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Desculpe, mas estou apaixonada por você!


Desculpe, meu querido, mas preciso confessar: me apaixonei por você. Não era minha intenção, juro. Sei que não era pra tomar esse rumo, mas, me perdoe, simplesmente aconteceu e não pude evitar. Nem sequer percebi, quando vi já tinha acontecido e nada mais podia ser feito a não ser tentar te conquistar. Sim, foi de propósito. O cuidado, a provocação, as conversas e o ombro amigo. Nada por acaso.
Desculpe mesmo, meu amor. Uma vez ensinaram-me que o não eu já tenho então eu precisava arriscar o seu sim que tanto queria. Me perdoe, mas desejava e sonhava com uma reciprocidade de sua parte.
Perdoe não seguir o acordo, perdoe o ciúme indevido e a birra infantil.
Perdoe as tentativas de ter seu amor. Não era minha intenção mesmo que fosse.
Peço que, além do perdão, assuma sua parte da culpa.
Sim, você sabia e no entanto não impediu o que seguia por caminhos "errados". No fundo acredito que, assim como eu, também agiu com a intenção. Admita, conte-me que foi de propósito. A atenção desnecessária, os sorrisos, as brincadeiras, as conversas e o ombro amigo.
Não tinha como não me apaixonar e você sabia disso.
Seu acordo era inviável e não demorou a perceber, mas continuou a me permitir avançar em sua direção como se não houvesse um contrato mudo entre nós.
Te peço perdão, mas exijo que assuma sua parcela de culpa. Afinal, me permitiu chegar até aqui e agora já não tenho certeza se posso prosseguir ou se devo simplesmente desistir e entender aqueles possíveis sinais como pura loucura dessa minha mente bagunçada.
Meu querido, perdoe, por favor.
Tenho sido boba, verdade.
Converso com você em silêncio enquanto todos os outros se alienam do tempo e lugar no qual estamos, o engraçado é que me entende e responde, participa dessa estranha conversa sem palavras como se fossemos realmente um casal e isso me ilude, será que entende quão arriscado é se atentar a esses detalhes?
Ei, meu amor, seja sincero ao responder esta carta.
Talvez eu tenha cometido um erro, talvez não devesse, mas estou apaixonada por você.

Jéssica de Paula

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Taylor Swift Book Tag


Minha primeira tag aqui no blog e, que eu me lembre, acho que na vida, mas não tenho certeza porque já tive tanto blog e fiz tanta postagem que juro que não lembro de tudo que já fiz com relação a blog literário.
Resumindo, não tem muita história, simplesmente vi no Viagem Literária e achei legal a ideia, até porque adoro a Taylor e a fofura das músicas dela, então estou trazendo aqui para o blog minhas seleções de livros "Taylor Swift".


1. We Are Never Ever Getting Back Together - um livro que você amava muito, mas aí ele piorou e você teve que cortar relações com ele.

Quando comecei esse livro achei que tinha tudo pra ter uma ótima trama (e drama) adolescente. A princípio os personagens pareciam cada um ter uma personalidade forte e diferenciada e até metade é bem assim que acontece, mas chega uma hora que aquilo vai entediando, eu largava, voltava, largava de novo, ia ler outras coisas e voltava pra esse e nada. Não tinha tanto acontecimento quanto eu esperei pela sinopse com a ideia de quatro adolescentes recém-famosos, e no fim eles se mostram muito iguais ou, como no caso da Kendall, um pouco chatos. Até terminei o primeiro, mas no segundo não deu mesmo.





2. Red - um livro com uma capa vermelha.


É um livro que não preciso falar muito né?
Maravilhoso. Todo mundo deveria ler um dia.













3. The Best Day - um livro que te faça sentir nostálgico.

"O Sr. e a Sra. Dursley, da Rua dos Alfeneiros, nº. 4, se orgulhavam de dizer que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado."
Algo mais nostálgico que isso isso? Nunca.











4. Love Story - um livro que tenha um amor proibido.


Clichê, sim, mas sou muito apaixonada
por esse romance. Pra mim todo romance escrito
tem um Q de Romeu e Julieta.










5. I Knew You Were Trouble - um livro que você não conseguiu evitar de se apaixonar pelo bad boy/vilão.

Isso mesmo, eu sempre tive uma queda pelo Draco, tanto o dos livros quanto dos filmes. Na verdade prefiro ele que o Harry, toda vida, mas entendo que nunca fui muito bem compreendida por essa preferência. Enfim, Slytherin lover.







6. Innocent (written b/c of Kanye West!) - um livro que alguém estragou o final dele pra você (spoiler).

Minha queridíssima prima Tety estragou tudo. Sempre que me falavam desse livro eu acreditava que a fulana lá morria, tinha quase certeza que era isso então nem deveria ser tanta surpresa assim o final, e comentei "fulana morre né?" e ela prontamente respondeu "não, é ciclano."
Gente, não precisava, desnecessário. Era só falar o "não" que tava bom.










7. Everything Has Changed - 
Um personagem de um livro que passou por uma grande mudança.


Belle é um livro muito bom, porém com umas cenas
um tanto pesadinhas. Já pela sinopse dá pra se ter uma noção. Resumindo um pouquinho aqui: Belle é filha de uma cortesã e vive num bordel, porém ela não sabe exatamente o que acontece no lugar. A história se passa em 1910 portanto é facilmente compreensível essa inocência da garota. Aos 14 anos Belle é testemunha de um assassinato e sequestrada para ser vendida e toda sua inocência de até então é destruída. Recomendo.







8. You Belong With Me - o lançamento mais esperado por você no momento. 

Não acompanho muito o que está pra sair e o que não, a menos que esteja seguindo alguma trilogia ou saga, mas um livro que sei que foi lançado há pouco tempo e eu quero muito ler é "Queria ver você feliz" da Adriana Falcão que mãe da linda da Clarice e conta a história de amor dos avós dela.










9. Forever and Always - um casal favorito de um livro.
Catherine e Heathcliff.
É um casal do qual não tenho muito o que falar, são duas pessoas igualmente ruins que a única coisa de boa que têm é o amor um pelo outro. O motivo para ser meu casal favorito não é racional, mas é.
"Se tudo o mais perecesse e ele ficasse, eu continuaria, mesmo assim, a existir; e, se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria para mim uma vastidão desconhecida, a que eu não teria a sensação de pertencer."






10. Come Back, Be Here - um livro que você não gosta de emprestar por não querer sentir saudades dele.
Todos, não gosto de emprestar meus livros, simples assim. Já emprestei alguns que as pessoas sumiram e até hoje nada, sem contar os que estragam, rasgam, sujam. Não empresto, até porque não sou biblioteca. (sem querer ser grossa, claro.)



Bom, esses foram o que eu escolhi, espero que tenham gostado da Tag e, caso queiram, comentem sobre os livros que vocês escolheriam para a lista.

domingo, 5 de outubro de 2014

(mais) Uma carta pra você.

Te encontrei hoje de manhã e na madrugada, por volta das duas horas, ao despertar de um sonho. Te encontrei na rua, naquele rapaz estranho que usa uma blusa igualzinha a sua. Minto, não era realmente igual, talvez fosse parecida ou só a cor daquela sua blusa que, em seguida, lembrei nem sequer estar com você mas sim comigo. Vi você à caminho do trabalho quando lembrei que seu caminho é totalmente diferente do meu e nem sequer estuda perto para estar no corredor da minha faculdade com aquele seu chapéu, mas tem aquele cara que sempre usa um idêntico e deve ter sua altura. Que comparação, nada a ver com você, mais velho, moreno, olhos vagos. Mas em um passar de olhos te vi. 
Quando se trata de você não é questão de lógica, mas sim de vontade.
Te encontro quando eu bem quiser, você estando ou não lá. Só por querer, mas de nada adianta porque levo um segundo para me recordar que está bem longe dali. São segundos para associar o estranho à figura de um estranho. Milésimos para analisar tanta diferença porque ninguém é você ou igual à você. Ainda menos que isso para perceber como não passo de uma garota boba, como essas dos livros juvenis que leio vez e outra, daquelas garotas que veem o cara em tudo. É algo assim.
Te encontro tanto por aí que se é verdade desconfio.
Ei, meu rapaz, posso te pedir uma coisa? Não aparece de mentira, não.
Deixa eu me concentrar na chatice da conversa entre as senhoras do banco de trás do ônibus. Me permita andar pelos corredores reconhecendo todos aqueles estudantes como meros colegas e reparar que aquele carinha ao lado do que está de chapéu é o moço que minha amiga tanto fala, mas nunca me dou conta para opinar na conversa porque sempre tem aquele chapéu. Ou então me permita apenas perceber o dia passar tão rotineiramente.
Por favor, meu querido, não apareça assim.
Não me distrai com essa mentira.
Apareça, mas de verdade e, de preferência, pra ficar.

Jéssica de Paula



sábado, 4 de outubro de 2014

Playlist #4: Cover

Não sou muito de colocar playlist aqui no blog, a verdade é que é muito difícil para mim pensar no tipo de música e as que mais gosto para separar aqui. Hoje decidi trazer os covers que mais gosto, o que não é tão difícil já que às vezes chego a gostar mais do cover que da versão original. Acho que ouvir uma determinada música em uma voz e ritmo diferentes do que já conheço acaba sendo mais novidade que a primeira vez que ouvi a música.
Meu canal de covers favorito é do Boyce Avenue com certeza, além das originais, esse grupo me faz gostar ainda mais de músicas que já gostava e passar a gostar de outras que não curtia tanto. Tentarei não encher de Boyce e variar um pouco.


1- Just a Dream (Nelly) - versão Sam Tsui e Christina Grimmie
A primeira vez que ouvi essa música na voz do Nelly não curti, apesar de achar a letra bonita não era o tipo de música que eu colocaria pra tocar se não tocasse por um acaso na rádio que eu estava ouvindo. Um tempo depois ouvi essa versão e amei, mas demorei um tempinho pra perceber que era a música do Nelly, com certeza essa versão combina muito mais com meu gosto.





2- Price Tag (Jessie J) - versão Maddi Jane
Não tenho certeza quando ou onde foi a primeira vez que ouvi a Maddi, mas logo de cara achei uma voz doce e meiga (que nem ela que é uma fofinha) e fui procurar o canal para ouvir outras músicas e encontrei Price Tag que já gosto na voz da Jessie J, mas me apaixonei por esse cover.





3- Every Breath You Take (The Police) - versão Lea Michele e Naya Rivera
Claro que não poderia deixar de fora uma versão do Glee, amei esse cover da Lea com a Naya. Para mim foi um dos melhores dessa temporada.





4- How To Love (Lil Wayne) - versão Demi Lovato
Fazia um bom tempo que não ouvia essa música do Lil Wayne, lembro que a primeira vez que ouvi foi num desses canais de clips e amei tanto a letra quanto o clip, então um dia eu estava só ouvindo algumas músicas da Demi ao vivo (porque é outra coisa que adoro) e vi essa versão, apaixonei na hora.




5- Jar of Hearts (Christina Perri) - versão Lea Michele
Sim, mais um do Glee. Apesar de ser uma música bem tristinha tenho uma queda por melancolia que é o que tem de sobra nesta e a voz da Lea bem colaborou.





6- Mirrors (Justin Timberlake) - versão Boyce Avenue e Fifth Harmony
Tentei ao máximo não lotar essa lista de Boyce, mas é essencial eles participarem. Não tem o que explicar.




7- Amor Perfeito (Roberto Carlos) - versão Malu Kyriakopoulou
Claudia Leitte que nada, quem diva mesmo ao cantar essa música é a graga Malu. Outra que conheci muito por acaso e apaixonei pela voz e esse sotaque.





8- When I Was Your Man (Bruno Mars) - versão Boyce Avenue e Fifth Harmony
Só mais essa, prometo. Outra música carregada de melancolia.





9- Cobertor (Anitta) - versão Gabi Luthai e Whindersson
Sim, eu gosto da Anitta (pasmem), tenho paixão por essa música. É tão fofa e nessa versão "enfofurou" um pouco mais.




10- Lanterna do Afogados (Paralamas do Sucesso) - versão Malu Kyriakopoulou
Pra finalizar mais uma com a Malu.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

No primeiro silêncio desta manhã.


É o primeiro dia, meu primeiro silêncio de você. Poderíamos ter sido mais, mas tanto faz. Já se foi a oportunidade, passou a promessa de nós, você se foi enquanto eu fiquei. Então desço as escadas nesse primeiro dia, observo o vazio desta casa, o telefone toca, mas não me importa quem é do outro lado se não for você e sei que não é.
É hora de tirar suas fotos das paredes, mas e minhas paredes? Elas desabam, mas você não, sua imagem permanece nas minhas paredes quebradas. Então é isso, é só mais um dia, o primeiro sem você e esses papéis com sua imagem longe da realidade não importam mais. Esses sorrisos espalhados não passam de uma mentira vendo daqui nesse momento.
Tanto faz o motivo, você foi e é isso que fica em mim e não suas desculpas.
Esqueçamos o que passou, mas já o fizeste, certo? Antes mesmo de partir fisicamente já me deixara.
Só agradeço a honestidade, agradeço sua eterna sinceridade. Dou graças pela ausência de mentiras, nada mais que a verdade, já não podia levar isso adiante e a mim cabe apenas aceitar.
Sigamos sem culpas, sem ressentimentos, ou siga porque não sei o que mais fazer além de permanecer no seu silêncio. No meu silêncio.
Agora, enquanto se afasta, não consigo ter certeza se é o mesmo rosto, se você é o mesmo daquele primeiro dia naquela mesa de bar rodeado de amigos. Ei, aquela ao seu lado, não era uma amiga qualquer, não é? Percebo que nunca mais a vi, por que será? Desde quando tem esse costume, rapaz? Se foi pelo mesmo motivo, não foi? Eu me tornei uma provável amiga, nada demais, para alguma outra? Tudo bem, sem cobranças, era o combinado. Agora entendo melhor, estou vendo de outro ângulo o que passou.
Ei, meu querido, boa sorte. Não tenho mais o que dizer apesar de nem ao menos me sentir assim. Não te desejo nada porque nesse momento nem ao menos sei o que desejo para você, pois tudo que tenho feito nesse tempo foi desejar você, nunca pensei realmente em você. Que egoísmo meu. Mas tanto faz agora.
Sinto... que não sei.
Não sei como me sinto em meio a este silêncio.
Não sei como me sinto.
Que confusão me causou.
Tudo bem, assim como não pedi para que ficasse não pretendo te pedir para voltar. Assim é melhor, mesmo que nesse minuto não me pareça.


Jéssica de Paula

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Se eu ficar (filme)



Sinopse
Mia Hall (Chlöe Grace Moretz) é uma prodigiosa musicista que vive a dúvida de ter que decidir entre a dedicação integral à carreira na famosa escola Julliard e aquele que tem tudo para ser o grande amor de sua vida, Adam (Jamie Blackley). Após sofrer um grave acidente de carro, a jovem perde a família e fica à beira da morte. Em coma, ela reflete sobre o passado e sobre o futuro que pode ter, caso sobreviva.

Resenha
Mia é uma adolescente normal na medida do possível. A mais tranquila de uma família de rockeiros, prefere música clássica e seu violoncelo a uma guitarra como seus pais. Apesar das diferenças é muito próxima aos pais e ao irmão caçula, Teddy, que a apoiam em tudo, desde o complicado namoro com Adam, um rockeiro famoso de sua cidade, até seu grande sonho de ir para Julliard e ser musicista. As coisas parecem ir relativamente bem na vida de Mia, rodeada pelas pessoas que ama e a ponto de realizar seu sonho, quando num dia normal de neve sua família se envolve em um acidente de carro e Mia, ao acordar, percebe que não está em seu corpo que se encontra em estado grave.
Daí em diante acompanhamos a garota relembrando todos os momentos passados com seus pais e todas as outras pessoas que tanto ama, enquanto vê sua família partindo aos poucos Mia precisa tomar a difícil decisão de partir junto com aqueles que passaram todos esses 17 anos em sua vida, ou permanecer, apesar do sofrimento pela perda da família, com aqueles que também a amam.
Outro dia li uma crítica falando que o filme é fraco e não compensa, porém discordo. O filme tem sim um ritmo mais tranquilo, sem grandes acontecimentos além do acidente. O acontecimento é a vida normal de uma garota que simplesmente se transforma em poucos minutos, o acontecimento é a trajetória da sua vida que influenciará na grande decisão final. Não há viagens românticas para países surpreendentes, nem surpresas a cada etapa, porém achei um filme muito mais próximo de retratar a realidade de uma pessoa qualquer com uma vida comum, um namoro comum, que busca por seus objetivos sem grandes realizações para humanidade, mas sim realizações pessoais. Achei que é um dos poucos filmes adolescentes sem o tradicional toque de conto de fadas, pois desde a vivência em família até o namoro e vida escolar da protagonistas são mostrados de forma muito comum, talvez por isso a crítica de "fraco". As pessoas estão acostumadas a correria dos filmes hollywoodianos.
Acho que essa noção de realidade apresentada no filme foi muito importante para aproximar o acidente da realidade também, nos dá maior noção de um sofrimento real. Além da questão crucial, se fosse você? Se você tivesse que escolher entre tantas pessoas que ama, o que faria? Aguentaria ficar sem pessoas que sempre estiveram ao seu lado por toda a vida? Deixaria outras pessoas que você ama e que também te amam para trás junto com seus sonhos? Para mim, essa foi a grande emoção do filme, o sentimento de escolha entre coisas tão difíceis.
Não li o livro ainda, mas recomendo o filme.