sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Declarações de amor da ficção...

Que (quase) toda garota gostaria que fosse realidade.

Quem viu Little Manhattan deve lembrar da definição do personagem Gabe Burton (Josh Hutcherson):
"O amor não tem a ver com palavras idiotas, mas com grandes gestos.
O amor tem a ver com faixas sobrevoando estádios, pedidos em telões, palavras gigantescas no céu. O amor é ir além das forças, ainda que machuque. Liberar os sentimentos.
O amor é achar dentro de si uma coragem que nem sabia existir."

Caso não tenha percebido na vida real as coisas não acontecem bem assim (até porque haja dinheiro para tanto), mas palavras também contam e muito. Obviamente não é muito comum ver por aí, no nosso dia a dia, mas a ficção se encarrega de, pelo menos, nos fazer suspirar em frente a TV já que raramente veremos algo assim no decorrer da vida. Separei as declarações da ficção mais "oown".

Dylan Mee & Lily Miska (Compramos um Zoo)
Quer coisa mais fofa que o primeiro amor?
No filme Dylan é um complicado pré adolescente que está sempre ocupado demais tentando atormentar a vida do pai e não dá muita importância para a tentativa de aproximação de Lily, até o dia que a garota se magoa pela atitude dele e se afasta. É aí que Dylan se dá conta do seu sentimento por Lily e com incentivo de seu pai se declara embaixo da chuva para ela.

"Dylan - Queria dizer que sinto muito a sua falta. Muito mesmo.
Lily - Sinto muito pela chuva..
Dylan - Não. Eu amo a chuva. E amo seu cabelo... E eu amo você"

E é nesse momento que eu penso "ooowwn"

Chuck & Blair (Gossip Girl)
Aqui a declaração não foi feita diretamente para a pessoa amada, o que tornou a cena uma das melhores do casal.

"Chuck: Não posso fazê-la feliz.
Blair: Então olhe bem fundo na sua alma, que eu sei que tem, e diga se o que sente por mim é verdadeiro. Ou se é um jogo. Se for real... daremos um jeito. Todos nós. Mas se não é... então por favor, Chuck, deixe-me ir.
Chuck: É só um jogo. Odeio perder. Está livre pra ir.
Blair: Obrigada.

  • (...)
  • Serena: Chuck, porque fez isso?
  • Chuck: Porque a amo. E não posso fazê-la feliz."

Lucas & Brooke (OTH)
Apesar de não ficarem juntos no final das contas esse sempre foi meu casal favorito na série. Na verdade sempre gostei mesmo da Brooke e torcia pra que ela ficasse com o cara mais legal da série, estou satisfeita com Julian, mas essa declaração do Lucas foi simplesmente perfeita, e pra ajudar feita embaixo da chuva. Chuva sempre torna uma declaração melhor ainda, é muito mais romântico falar que ama alguém embaixo da chuva que num dia de sol, vai por mim.

"Brooke: Mas por quê? Eu preciso saber o porque.
Lucas: Porque você levanta a sobrancelha quando tenta ser carinhosa. Porque você cita trechos de livros que nunca vi você ler. Porque você sente falta dos seus pais, mas nunca vai admitir isso. Porque eu fiz dois discursos embaraçosos em toda minha vida e os dois foram pra você. E porque nós provavelmente vamos pegar uma pneumonia aqui nessa chuva. Mas se você precisa ouvir porque eu te amo eu posso ficar aqui a noite toda"

Naomi & Emily (Skins)
Depois de magoar pra caralho sua amada Emily, Naomi passou por muito sofrimento pra pagar pela traição e, somente no último instante, conseguiu recuperá-la.

"Quando nós ficamos juntas isso me assustou pra caralho, porque você era a única pessoa que podia arruinar a minha vida. Não queria ser escrava do jeito que me sinto a seu respeito. É tão horrível porque... Sério, eu morreria por você. Eu amo você. Eu amo você tanto que isto está me matando."



Max & Lorelai (Gilmore Girls)
No episódio 1x21 da série Max pede Lorelai em casamento, assim, do nada, porém não recebe a resposta esperada, afinal, as coisas não funcionam dessa forma. Para Lorelai um pedido de casamento deve ser bem pensado, romântico, com um cavalo branco e mil margaridas amarelas. Max ficou devendo o cavalo, mas já as margaridas...

Patrick & Kat (10 coisas que eu odeio em você)
E, finalmente, meu favorito que dispensa qualquer comentário.

Agora com licença, pois deu até vontade de rever todas essas cenas.

sábado, 24 de agosto de 2013

Suspeitos


Eram 40 suspeitos. 40 diferentes pessoas com diferentes relatos. 40 vidas unidas por um trágico fato, mais que isso, unidas por uma mentira. Mentira esta contada de 40 formas diferentes. 39 inocentes, 1 culpado. Ou seriam mais? Não sabia dizer, mas era fato que existiam culpados e também cúmplices. Não tinha certeza se havia, naquele meio, um único inocente além da própria vítima.
Chamei um por um até minha sala, questionei a todos individualmente. Alguém seria dedo duro suficiente para entregar o culpado.
- Maria. - chamei pela última suspeita.
Estava naquilo há dias, o tempo era curto. Estava perto do dia para o qual a reunião fora marcada. Logo o culpado teria que se resolver com seu juiz, ou melhor, juíza.
Ao entrar Maria direcionou os olhos para a foto da vítima e, em seguida, para os próprios pés.
- Sente-se, Maria. - pedi delicadamente..
Seu olhar permanecia baixo então chamei por seu nome uma terceira vez. - Maria - Finalmente seus olhos cor de mel encontraram com os meus. - Sabe que não precisa ter medo de contar a verdade. Sempre foi uma boa garota, essa é uma grande oportunidade para me ajudar. - instiguei-a.
- Não quero ser dedo duro. - disse tristonha.
Por um segundo realmente senti pena de Maria. Apenas um segundo. Aquilo era necessário independente de pena.
- Lembra do dia em que ele chegou?! - a pergunta era retórica, não tinha como esquecer - Todos foram para fora, teve um piquenique e no fim da tarde tiraram esta foto. - mostro a foto com todos juntos. Os 40 cúmplices e a vítima, ainda no começo de sua vida, sem sequer imaginar seu fim. - Se contar a verdade pode ficar com a foto.
Ela leva alguns minutos para pensar na proposta. Seus olhos passeiam entre mim e a foto. Finalmente sua pequena mão timidamente atravessa a mesa em direção à foto levando-a para perto de si. Ao olhá-la de perto suspira e, quando menos espero, começa seu relato.
- Foi um acidente - justifica-se - Ninguém queria assustar o Heitor, mas quando o Júlio abriu a porta ele correu. - seu tom de som baixou - Quando tentei fechar a porta ele passou correndo por mim e foi em direção ao parquinho. Fomos atrás, mas estava cheio e o perdemos de vista. Nos separamos em grupos e procuramos por Heitor em vários lugares. Eu, o Paulo e a Cíntia estávamos na lanchonete quase desistindo quando ouvimos um grito vindo de dentro do prédio. Fomos para lá e, quando chegamos no corredor, ouvimos outro grito. Esse último era da Joana. Encontramos quase todo mundo no armário de produtos de limpeza, a tia Rita estava com uma vassoura na mão e o Heitor morto no chão. - Maria deu uma pausa relembrando os demais fatos. - Ela pediu desculpa, mas ficamos com medo que você ficasse brava por abrirmos a gaiola e termos perdido o hamster então o Pedro pegou o corpo dele e levamos de volta para a gaiola. Quando chegou fingimos que não tínhamos visto o Heitor morto.
Após o relato só posso dizer que fiquei aliviada por não ter um assassino de animais na minha turma da 5ª série. Fiquei chateada por esconderem o ocorrido, mas ainda não era tão ruim quanto saber que um deles matara Heitor e não precisaria delatar ninguém na reunião de pais e mestres.
- Obrigada, Maria. - agradeço finalizando o interrogatório.
- O Heitor foi o melhor mascote que tivemos. - afirma aliviada e se retira deixando-me novamente sozinha.

texto por Jéssica de Paula