domingo, 20 de outubro de 2013

Já Sinto Falta


Já sinto sua falta antes mesmo de me afastar. Me acostumei a te ter ali do meu lado (literalmente) todos os dias. Já me pergunto como vai ser não te ter pra conversar desde as coisas mais bobas e inúteis até nossas discussões mais "nerds". Não caminhar todos os dias até o nosso cantinho e ficar ali namorando até lembrar que temos outras coisas pra fazer. Já bate uma saudade de tudo isso. Sempre fui assim: me martirizo antes do acontecimento. Sinto saudade antes mesmo de me afastar. Estou sempre ansiosa, já deve ter notado isso em mim.
Tento imaginar como serão os dias longe de você, quão ansiosa ficarei só esperando o fim de semana pra te ver e logo já surge um medo. Penso se vai se acostumar a me ter longe e de repente não vou ser necessária no seu dia a dia, se encontrará alguém pra discutir sobre aqueles assuntos que os outros não tem paciência para nos ouvir. Mais um medo para a lista de medos que venho aprendendo a lidar.
Acho que só preciso ter paciência, mas, sinceramente, paciência nunca foi meu forte. Provavelmente ligarei a cada oportunidade, mas aí ficarei sempre achando que vou incomodar. Coisa minha também, sempre acho que estou incomodando até mesmo com um simples oi. Mesmo quando diz que não estou atrapalhando, sempre penso que sim e só está sendo educado.
Esses dias em que estou te vendo menos que o normal deviam me ensinar a ir me acostumando com a distância, mas só estão me ajudando a juntar uma coleção de saudades.
Será que vou me acostumar com a saudade?

Jéssica de Paula

domingo, 29 de setembro de 2013

Sinceramente.

É claro que tenho medo de me entregar completamente e ver que não foi recíproco, mas tenho um medo ainda maior de não viver intensamente cada minuto, seja de dor ou de alegria.
Sinceramente? Prefiro sofrer que não sentir.

por Jéssica de Paula

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Seu Sorriso...


Ontem vi uma foto sua na cabeceira, era uma foto de antes de mim, antes de nós, mas seu sorriso me fez sorrir. Foi involuntário. Logo depois te encontrei na cozinha, você se virou e riu e mais uma vez, como de costume, eu não fazia a mínima ideia do porquê daquele riso, mas sorri também, não pela situação, mas porque não pude deixar de pensar o quanto sou apaixonada pelo seu sorriso e como não consigo não sorrir ao vê-lo.

por Jéssica de Paula

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Sozinha

Sozinha. No escuro. Sentindo o passado. Evitando-o. Com medo de voltar naquele tempo, naquele sentimento. A solidão desse momento não me agrada. Minha própria companhia essa noite me assusta. Sozinha. Sempre sozinha.

Jéssica de Paula

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Declarações de amor da ficção...

Que (quase) toda garota gostaria que fosse realidade.

Quem viu Little Manhattan deve lembrar da definição do personagem Gabe Burton (Josh Hutcherson):
"O amor não tem a ver com palavras idiotas, mas com grandes gestos.
O amor tem a ver com faixas sobrevoando estádios, pedidos em telões, palavras gigantescas no céu. O amor é ir além das forças, ainda que machuque. Liberar os sentimentos.
O amor é achar dentro de si uma coragem que nem sabia existir."

Caso não tenha percebido na vida real as coisas não acontecem bem assim (até porque haja dinheiro para tanto), mas palavras também contam e muito. Obviamente não é muito comum ver por aí, no nosso dia a dia, mas a ficção se encarrega de, pelo menos, nos fazer suspirar em frente a TV já que raramente veremos algo assim no decorrer da vida. Separei as declarações da ficção mais "oown".

Dylan Mee & Lily Miska (Compramos um Zoo)
Quer coisa mais fofa que o primeiro amor?
No filme Dylan é um complicado pré adolescente que está sempre ocupado demais tentando atormentar a vida do pai e não dá muita importância para a tentativa de aproximação de Lily, até o dia que a garota se magoa pela atitude dele e se afasta. É aí que Dylan se dá conta do seu sentimento por Lily e com incentivo de seu pai se declara embaixo da chuva para ela.

"Dylan - Queria dizer que sinto muito a sua falta. Muito mesmo.
Lily - Sinto muito pela chuva..
Dylan - Não. Eu amo a chuva. E amo seu cabelo... E eu amo você"

E é nesse momento que eu penso "ooowwn"

Chuck & Blair (Gossip Girl)
Aqui a declaração não foi feita diretamente para a pessoa amada, o que tornou a cena uma das melhores do casal.

"Chuck: Não posso fazê-la feliz.
Blair: Então olhe bem fundo na sua alma, que eu sei que tem, e diga se o que sente por mim é verdadeiro. Ou se é um jogo. Se for real... daremos um jeito. Todos nós. Mas se não é... então por favor, Chuck, deixe-me ir.
Chuck: É só um jogo. Odeio perder. Está livre pra ir.
Blair: Obrigada.

  • (...)
  • Serena: Chuck, porque fez isso?
  • Chuck: Porque a amo. E não posso fazê-la feliz."

Lucas & Brooke (OTH)
Apesar de não ficarem juntos no final das contas esse sempre foi meu casal favorito na série. Na verdade sempre gostei mesmo da Brooke e torcia pra que ela ficasse com o cara mais legal da série, estou satisfeita com Julian, mas essa declaração do Lucas foi simplesmente perfeita, e pra ajudar feita embaixo da chuva. Chuva sempre torna uma declaração melhor ainda, é muito mais romântico falar que ama alguém embaixo da chuva que num dia de sol, vai por mim.

"Brooke: Mas por quê? Eu preciso saber o porque.
Lucas: Porque você levanta a sobrancelha quando tenta ser carinhosa. Porque você cita trechos de livros que nunca vi você ler. Porque você sente falta dos seus pais, mas nunca vai admitir isso. Porque eu fiz dois discursos embaraçosos em toda minha vida e os dois foram pra você. E porque nós provavelmente vamos pegar uma pneumonia aqui nessa chuva. Mas se você precisa ouvir porque eu te amo eu posso ficar aqui a noite toda"

Naomi & Emily (Skins)
Depois de magoar pra caralho sua amada Emily, Naomi passou por muito sofrimento pra pagar pela traição e, somente no último instante, conseguiu recuperá-la.

"Quando nós ficamos juntas isso me assustou pra caralho, porque você era a única pessoa que podia arruinar a minha vida. Não queria ser escrava do jeito que me sinto a seu respeito. É tão horrível porque... Sério, eu morreria por você. Eu amo você. Eu amo você tanto que isto está me matando."



Max & Lorelai (Gilmore Girls)
No episódio 1x21 da série Max pede Lorelai em casamento, assim, do nada, porém não recebe a resposta esperada, afinal, as coisas não funcionam dessa forma. Para Lorelai um pedido de casamento deve ser bem pensado, romântico, com um cavalo branco e mil margaridas amarelas. Max ficou devendo o cavalo, mas já as margaridas...

Patrick & Kat (10 coisas que eu odeio em você)
E, finalmente, meu favorito que dispensa qualquer comentário.

Agora com licença, pois deu até vontade de rever todas essas cenas.

sábado, 24 de agosto de 2013

Suspeitos


Eram 40 suspeitos. 40 diferentes pessoas com diferentes relatos. 40 vidas unidas por um trágico fato, mais que isso, unidas por uma mentira. Mentira esta contada de 40 formas diferentes. 39 inocentes, 1 culpado. Ou seriam mais? Não sabia dizer, mas era fato que existiam culpados e também cúmplices. Não tinha certeza se havia, naquele meio, um único inocente além da própria vítima.
Chamei um por um até minha sala, questionei a todos individualmente. Alguém seria dedo duro suficiente para entregar o culpado.
- Maria. - chamei pela última suspeita.
Estava naquilo há dias, o tempo era curto. Estava perto do dia para o qual a reunião fora marcada. Logo o culpado teria que se resolver com seu juiz, ou melhor, juíza.
Ao entrar Maria direcionou os olhos para a foto da vítima e, em seguida, para os próprios pés.
- Sente-se, Maria. - pedi delicadamente..
Seu olhar permanecia baixo então chamei por seu nome uma terceira vez. - Maria - Finalmente seus olhos cor de mel encontraram com os meus. - Sabe que não precisa ter medo de contar a verdade. Sempre foi uma boa garota, essa é uma grande oportunidade para me ajudar. - instiguei-a.
- Não quero ser dedo duro. - disse tristonha.
Por um segundo realmente senti pena de Maria. Apenas um segundo. Aquilo era necessário independente de pena.
- Lembra do dia em que ele chegou?! - a pergunta era retórica, não tinha como esquecer - Todos foram para fora, teve um piquenique e no fim da tarde tiraram esta foto. - mostro a foto com todos juntos. Os 40 cúmplices e a vítima, ainda no começo de sua vida, sem sequer imaginar seu fim. - Se contar a verdade pode ficar com a foto.
Ela leva alguns minutos para pensar na proposta. Seus olhos passeiam entre mim e a foto. Finalmente sua pequena mão timidamente atravessa a mesa em direção à foto levando-a para perto de si. Ao olhá-la de perto suspira e, quando menos espero, começa seu relato.
- Foi um acidente - justifica-se - Ninguém queria assustar o Heitor, mas quando o Júlio abriu a porta ele correu. - seu tom de som baixou - Quando tentei fechar a porta ele passou correndo por mim e foi em direção ao parquinho. Fomos atrás, mas estava cheio e o perdemos de vista. Nos separamos em grupos e procuramos por Heitor em vários lugares. Eu, o Paulo e a Cíntia estávamos na lanchonete quase desistindo quando ouvimos um grito vindo de dentro do prédio. Fomos para lá e, quando chegamos no corredor, ouvimos outro grito. Esse último era da Joana. Encontramos quase todo mundo no armário de produtos de limpeza, a tia Rita estava com uma vassoura na mão e o Heitor morto no chão. - Maria deu uma pausa relembrando os demais fatos. - Ela pediu desculpa, mas ficamos com medo que você ficasse brava por abrirmos a gaiola e termos perdido o hamster então o Pedro pegou o corpo dele e levamos de volta para a gaiola. Quando chegou fingimos que não tínhamos visto o Heitor morto.
Após o relato só posso dizer que fiquei aliviada por não ter um assassino de animais na minha turma da 5ª série. Fiquei chateada por esconderem o ocorrido, mas ainda não era tão ruim quanto saber que um deles matara Heitor e não precisaria delatar ninguém na reunião de pais e mestres.
- Obrigada, Maria. - agradeço finalizando o interrogatório.
- O Heitor foi o melhor mascote que tivemos. - afirma aliviada e se retira deixando-me novamente sozinha.

texto por Jéssica de Paula

domingo, 7 de julho de 2013

Estão Todos Bem.


Estou acordada a cerca de uma hora, talvez mais. O relógio marca cinco e vinte e três da manhã agora, essa é a primeira vez que tenho coragem de desviar meus olhos dele. É como se pudesse evaporar diante de mim a qualquer segundo.
Tive um sonho estranho, ou melhor, tive um pesadelo terrível. Todos e tudo de bom que tenho em minha vida tinham sumido.  Inclusive ele.
Nesse pesadelo meus pais já não estavam naquela casa na qual cresci então, assim que acordei e verifiquei que ele ainda estava aqui, procurei pelo celular embaixo do travesseiro. Sem desviar meus olhos dele disquei para minha mãe, ela atendeu depois do que pareceu uma eternidade com a voz sonolenta. Perguntei onde estava meu pai e, irritada, me informou que ele estava ao seu lado dormindo, coisa que eu também deveria estar fazendo e deveria deixa-la fazer. Desliguei o telefone não mais calma que antes.
 Ainda sinto que tudo pode desaparecer num piscar de olhos. Mas, ao que parece, o mundo ainda segue seu rumo normalmente.
Lá fora só ouço o latido de alguns cachorros ao longe. É cedo, todos ainda dormem.
Não consigo fechar os olhos novamente, porém tenho medo de levantar e deixa-lo sumir. Toco sua face para ter certeza que é real. Beijo seus lábios e finalmente tenho coragem de levantar.
Na sala verifico se Max está em sua cama, ao me ver ele solta seu osso de brinquedo e corre em minha direção para me desejar um bom dia. No pesadelo ele também sumira. Levanto-o e olho para seus olhos de pidão para ver se está bem. Sento no sofá com Max em meu colo.
- Você nunca me abandonaria né campeão? – pergunto acariciando suas orelhas.
Em resposta Max se arruma no sofá e deita a cabeça em meu colo esperando por mais carinho.
Vejo que, como sempre, o telefone está jogado no sofá – nunca nos lembramos de coloca-lo no lugar – começo a fazer uma lista mentalmente de todas as pessoas que amo e não encontrei no meu pesadelo. Ligo para cada uma. Acordo todos os meus amigos deixando-os irritados pela ligação tão cedo em pleno domingo. Não me importo de chateá-los desde que possa ter certeza que estão bem em suas casas ou qualquer outro lugar que tenham passado a noite.
Ligo a TV e deixo num canal qualquer, nem ao menos estou prestando atenção nas imagens da tela.
Aos poucos o sol começa a nascer e entrar pela janela.  A cidade começa a despertar e ouço os sons das vozes, dos carros, buzinas, cachorros, risada e choro de crianças. Tudo normal como um domingo qualquer.
Um barulho vindo da cozinha me desperta de meus pensamentos.
Deixo Max em sua cama e caminho até o outro cômodo. Ele está de costas preparando o café. Não denuncio minha presença, apenas fico observando seus passos pela cozinha. Ao se virar e finalmente me ver ele sorri. Aquele sorriso perfeito que é a causa do meu sorriso.
- Acordou bem cedo para um domingo. – comenta vindo em minha direção e dando-me um beijo – Bom dia.
Não respondo, apenas continuo a sorrir.
Sento na cadeira em frente ao balcão e continuo a observa-lo. Aos poucos meu medo diminui. Ele ainda está aqui, bem na minha frente. Não sumiu como num passe de mágica, não evaporou e não há sinais de que tão cedo vai embora da minha vida.
Estão todos bem, portanto eu estou bem.

Estão todos aqui, no meu mundo.

Texto por Jéssica de Paula

Estava ouvindo:

sábado, 6 de julho de 2013

Era uma vez uma pobre princesa...


Entro no cômodo escuro, a encontro no chão frio abraçada a sua boneca de pano preferida, aquela que ganhara ao nascer de seu pai. Seu pai. Aquele que se fora há anos, saiu pela porta sem olhar para trás, sem olhar o estrago. Princesa é o nome da boneca, pois lera uma vez em um livro - que não lembra onde deixara - que toda menina é digna de ser uma princesa, inclusive ela, mas sua mãe não concordava. "Você não é uma princesa, menina. Acorda pra vida" repetia sua mãe diariamente. Ela finalmente acreditara não ser digna de ser uma princesa. Quanta mentira para uma só criança. Minha pequena princesa acreditara em tantas mentiras. Mentiras tais que a colocaram nesse chão.
Não há lágrimas em seus olhos, ela está distante, presente só de corpo. Pobre princesa desacreditada de si. Deito-me ao seu lado. Olho em seus lindos olhos verdes já tão apagados procurando por alguma verdade em meio a tanta mentira, alguma razão para sorrir em meio a tanta tristeza.
Minha pobre princesa que já não sonha acordada e afugenta seus sonhos da noite logo ao acordar pela manhã. Tão nova, tão linda, tão tristonha, tão sem rumo... Pobre garotinha sem contos de fadas antes de dormir. Lhe faltam os elfos, as ninfas, bruxas, duendes... Lhe falta a fada madrinha. Era uma vez uma pequena princesa que desconhecia sua coroa. Pobre princesa desinformada.
- Sonhas acordada? - pergunto afagando sua cabeça.
- Já não sei sonhar. É para tolos. - responde com o olhar vago.
- Não. - digo firmemente tentando não parecer irritada por tal absurdo dito - Tolo é aquele que não acredita em sonhos e desacredita os sonhos de pequenas princesas como você. Tolo é aquele que te tornou uma pobre princesa, vazia de sonhos e esperanças.
- O que é esperança? - pergunta curiosa.
- É sempre crer.
- No que?
- Em si, na vida, no futuro... Nos sonhos.
Ela olha-me por um longo tempo. Será que pensa no que digo ou já voltou para seu esconderijo?
Ouço passos no corredor. Nós duas olhamos para a porta. A luz lá fora se acende e mais passos se aproximam do quarto em que estamos. Ouço a voz de um homem e de uma criança, mas não entendo o que falam.
- Você crê? - ela pergunta olhando novamente para mim - Crê em si?
Afago sua cabeça novamente e, em seguida, seguro sua boneca de pano trazendo-a para perto de mim. Ela não titubeia ao ter seu xodó retirado de seus braços. Abraço Princesa e olho para a menina que ainda espera uma resposta.
A porta se abre e vejo pezinhos gorduchos entrarem.
A figura da menina a minha frente evapora-se. Ela se foi. A pobre princesa partiu novamente e não sei quando voltará, sinto sua falta, mas não quero olhar novamente em seus tristes olhos verdes.
- Mamãe? - ouço a dona dos pezinhos chamar.
- Diga Sara. - respondo.
- Posso deitar com você? - ela diz em sua voz de criança.
- Claro, mas pegue a coberta. O chão está frio. - falo com doçura.
Sara carrega a coberta de cima da cama para o chão. Entrego-lhe a boneca de pano e enrolo a nós duas deitando-a em meu colo.
- Por que ta deitada no chão, mamãe? - minha filha pergunta me olhando curiosa.
- Velhos hábitos, pequena.
Observo meu reflexo em seus olhos verdes iguais aos meus.
Meus olhos nunca mais se entristeceram ao olhar os seus pela primeira vez.
Apesar de me visitar às vezes a pobre princesa se fora de vez.
Era uma vez uma pobre princesa...

texto por Jéssica de Paula

domingo, 9 de junho de 2013

Amor Próprio é...


Às vezes nos entregamos tanto, amamos demais, perdoamos em excesso, fechamos os olhos para as mentiras e, diante dos erros, nos perguntamos "o que fiz de errado?"... Esse é o maior erro do ser humano quando está cego por um sentimento, acreditar que a culpa é sua, que as atitudes da pessoa amada não passam de um castigo por você não ser bom o suficiente. Mas um dia você cresce, um dia você cansa de se perguntar porque aquele alguém parece ser a pessoa mais apaixonada do mundo quando estão a sós, mas te  trata como um nada diante dos outros, um dia você se dá conta que não obrigado a suportar grosserias porque ela não está em um bom dia e percebe que não faz sentido se permitir ser um depósito de frustrações alheias. Tem uma hora que é extremamente frustrante se dar conta que seu humor já não é mais seu e sim do outro e não importa quão bom esteja seu dia, ele não é nada diante do estado de humor do outro, mesmo que esse outro não ligue a mínima se você não está bem, pois está exultante demais para dar atenção ao seu mau humor.
Um dia você olha em volta e se dá conta que o mundo, o seu mundo, é muito mais que alguém que age como se você fosse sua propriedade e nunca fosse sair da estante em que foi colocado juntamente com os outros brinquedos, e é nesse dia você passa a descobrir que existe alguém muito mais importante que merece muito mais seu amor: VOCÊ. Isso se chama amor próprio.
Amor próprio aquilo que te faz seguir em frente sem olhar para trás depois do fim, amor próprio é quando, ao invés de perder noites de sono chorando no seu travesseiro, você passa noites acordado com os amigos num barzinho qualquer, na pista ou simplesmente na sala de casa fazendo bagunça até madrugar. Amor próprio é quando você entende que não precisa que alguém te diga o quanto é importante, pois você é capaz de ver isso nos olhos de todos os seus amigos - aqueles verdadeiros -, e não precisa de alguém dizendo que te ama, pois palavras nem sempre representam a realidade e atos são muito mais sinceros mesmo quando tais atos envolvem tapas e "socos" entre você e aquele seu amigo irritante. Amor próprio é quando você não precisa ouvir mentiras para sentir que é essencial na vida de alguém que pouco se importa com a tua presença, pois se sente a pessoa mais sortuda do mundo quando sua irmã mais nova te recebe em casa depois de um dia de trabalho como se estivesse fora há dias. Amor próprio é quando sabe dar valor às pessoas que te amam e não te culpam pelos próprios erros. Amor próprio é quando está de bem consigo mesmo e aprende a não guardar mágoas, pois entende que, às vezes, é preciso se ferir para aprender lições importantes - como se amar, por exemplo.
E, principalmente, amor próprio é se colocar em primeiro lugar e saber a hora de dizer adeus e seguir adiante sem se culpar.

Texto por Jéssica de Paula

terça-feira, 9 de abril de 2013

Faroeste Caboclo

Olá, gente. Sei que estou  bem sumida, mas esse ano tudo está bem corrido, mal lembro como é ter uma "vida virtual". Mas hoje, depois de tanto tempo, vim até aqui pra divulgar a estréia do filme Faroeste Caboclo, na verdade ainda falta "um pouco" para isso, mas já vamos contar os dias não é?! O filme está previsto para o dia 30 de Maio (sim, mais de um mês), mas ainda antes dele teremos também a estréia do Somos Tão Jovens no dia 03 de Maio.